quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Regresso às aulas

Meus amigo(a)s professore(a)s,

As crianças não gostam de ir há escola, porque razão os professores gostariam de ir… Outrora a razão aparente era o sucesso financeiro, a auto-estima social e a entrada rompante na função publica, com o acesso privilegiado, a regalias publicas (…e a três meses de férias), quem desejaria melhor profissão!!!!

Os tempos mudaram, as necessidades exigem mudanças estruturais a todos os níveis, incluindo os do ensino (pilar do desenvolvimento das sociedades). Ser professor, já não é o que era…

Bom…no entanto, quem usufruiu do anterior sistema, percebe que é necessária uma outra atitude profissional, mas será que é mesmo necessária? Bom…a resposta, é não. A continuação no sistema, e o risco de sair dele, é mínimo, essa será uma das actuais razões do constante insucesso das mudanças e tentativas politicas.

Será que sou anti-professor? Não nem por isso, no entanto da minha “observação social”, constato o seguinte,:
· Quantos profissionais, na hora de decidirem pelas suas colocações, avaliam primeiros os objectivos do ensino e a continuidade com os alunos?;
· Qual será a profissão com maiores problemas relacionais entre colegas de profissão?
· Quantos professores de ensino básico apostam na sua qualificação como prioridade para a melhoria do desempenho profissional?
· Quantas escolas dinamizam actividades durante os períodos de férias escolares?
· Quantas são as redes sociais que têm as escolas como parceiros privilegiados?
· Quantos são os profissionais com verdadeira vocação para o ensino?

São os professores (vocês), os primeiros a criticarem os colegas, as estruturas, as promiscuidades na selecção dos lugares, são vocês… uma boa parte que coloca os filhos no ensino privado…

Em Castelo Branco, temos uma direcção de um agrupamento autoritária, que trata os profissionais da educação como servos da estrutura, falando em nome de normas e regulamentos… quantas listas se apresentam anualmente enquanto alternativa!!!. A verdade, é que raramente os professores organizam verdadeiros movimentos alternativos.

Eu tenho algumas propostas de mudança do actual sistema de ensino:
Gestão privada e profissional dos actuais agrupamentos escolares, e construção do ranking nacional;
Selecção e contratação de professores, autónoma e segundo as orientações de concursos públicos para a selecção de técnicos superiores (exame, entrevista e avaliação curricular);
Implementação de sistemas de gestão da qualidade, com o objectivo de melhorar continuamente os resultados e o desempenho dos profissionais
Nova definição do perfil profissional, flexibilização das tarefas e responsabilidades;
Recompensação dos melhores profissionais e agrupamentos;
Experimentação com objectivos claros e calendarizados, de novas estratégias de gestão escolar, de métodos de ensino aprendizagem (pedagogia), e de articulação com as comunidades locais.

Meus amigo(a)s professore(a)s, são vocês os agentes de mudança do ensino, não será com computadores que alteram a representação (aliás é inadmissível que actualmente existam professores sem computador pessoal, e pior, sem qualquer conhecimento informático ou de acesso à internet…).

Não são as politicas que tem de mudar o sistema…
Conheço muitos e bons professores, são esses que têm de ser o exemplo do bom desempenho e dedicação a uma profissão, a que os “outros” devem se esforçar a aderir….

Bem-Haja

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